03/05/2019

Backup e Restores em switches gerenciáveis

     Os procedimentos abordados neste tópico são realizados via linha de comando (CLI), não abordando equipamentos que não suportem esse método de configuração.
     Para equipamentos que Nesses equipamentos o backup e restore pode ser realizado por TFTP ou com o auxílio de um dispositivo USB, sendo necessário observar alguns requisitos:
  • para dispositivos USB é necessário formatar em FAT;
  • é importante não esquecer de remover dispositivos USB ao reiniciar os equipamentos, em alguns modelos o equipamento não inicia caso não seja removido o dispositivo;
  • o arquivo de configuração deve estar em um formato texto puro;
  • para uso do TFTP é necessário comunicação via rede e um servidor TFTP;

Backup 

Via TFTP

1. Acesse o switch em modo exec privilegiado.
hostname#
2. Execute o comando a seguir.
copy startup-config tftp
3. Será solicitado o ip do servidor TFTP e o nome do arquivo de backup ou ENTER para salvar com o nome indicado.

Address or name of remote host []? 192.168.15.10
Destination filename [hostname-confg]?
!!
9170 bytes copied in 0.140 secs (65500 bytes/sec)

4. Em caso de falha na realização do backup, será exibido o aviso de erro abaixo. Em geral este problema ocorre por falha na configuração do servidor TFTP

Address or name of remote host []? 192.168.15.10
Destination filename [hostname-confg]?
.....
%Error opening tftp://192.168.15.10/hostname-confg (Timed out)]

Via dispositivo USB

1. Plugar o dispositivo USB no switch e verificar em qual das portas o mesmo foi inserido. Se estiver conectado no console, será exibido um aviso como
%USBFLASH-5-CHANGE: usbflash0 has been inserted!
2. Realizar os procedimentos de copy tendo como destinho o usb
copy startup-config usbflash0:BKP_SWXYZ.conf

Restaurar Backup

Via TFTP

1. Acesse o switch em modo exec privilegiado.
hostname#
2. Execute o comando a seguir, onde flash representa o destino onde será salvo o arquivo.
copy tftp flash
3. Será solicitado o IP do servidor TFTP, o nome do arquivo a ser copiado do servidor para o switch e o nome a ser utilizado para salvar o arquivo, caso deva ser alterado.
Address or name of remote host []? [IP DO SERVIDOR TFTP]
Source filename []? [NOME DO ARQUIVO]
Destination filename [NOME DO ARQUIVO]? [NOVO NOME CASO DESEJE]
Accessing tftp://xx.yy.zz.ww/NOME DO ARQUIVO ...
Loading NOME DO ARQUIVO from xx.yy.zz.ww (via Vlan13): !
[OK - 2056 bytes]

2056 bytes copied in 8.087 secs (254 bytes/sec)
4. As principais causas de falhas no envio de arquivos do servidor para o switch são:
  • falha na configuração do servidor TFTP
  • divergência entre o nome indicado e o nome do arquivo salvo no servidor tftp

Via dispositivo USB

1. Para restaurar execute o procedimento contrário.
copy usbflash0:BKP_SWXYZ.conf nvram:startup-config
2. Reiniciar o switch e não esquecer de remover o dispositivo USB

Referências 

06/04/2019

Configurando portas em um switch - parte II

Removendo configurações de uma porta

     Para remover determinadas configurações aplicada a porta de um switch,  é necessário acessar a mesma e aplicar o comando no sobre cada uma das configurações existentes.     Por exemplo, para remover a descrição e o acesso a VLAN 5 da configuração acima, seria necessário executar os seguintes comandos ao acessar o switch:
switch(config)# interface gigabitEthernet 1/0/7
switch(config-if)# no description
switch(config-if)# no switchport mode access
switch(config-if)# no switchport access vlan

Alterando as configurações

     Algumas configurações não necessitam ser removidas, apenas aplicadas, pois sobrescrevem as atuais, tais como:
  • switchport mode trunk : quando aplicada em uma porta com mode access, sobrescreve essa configuração, e vice versa;
  • switchport access-vlan [ID]: altera o ID da VLAN em uma porta; 
  • description [descricao]: sobrescreve a descrição da porta

Zerando as configurações de uma porta

      Para remover totalmente as configurações de uma porta, pode ser executado o comando default, fazendo com que a porta retorne ao estado original.
default interface gigabitEthernet 1/0/7

Utilizando voice vlan

     Para realizar o compartilhamento de um único ponto de rede, entre equipamentos VOiP e outro dispositivo de rede, é necessário realizar a configuração da VLAN de voz definida, adicionando a configuração inicial apresentada, o seguinte comando
switchport voice vlan [ID]
     Em determinados aparelhos, também é necessário definir esta VLAN no dispositivo, para que o mesmo identifique o trafego corretamente.

Power inline

     Em switches POE, é possível aplicar configurações sobre o fornecimento de energia das portas, sendo as mais básica, a sua desativação (never) e a sua ativação (auto), através dos comandos a seguir:
switchport power inline never
switchport power inline auto
     Outras opções também são disponíveis, tais como static e max.

Referências

  • https://www.cisco.com/c/en/us/td/docs/switches/lan/catalyst4500/12-2/25ew/configuration/guide/conf/PoE.html
  • https://www.cisco.com/c/en/us/td/docs/switches/lan/catalyst3560/software/release/12-2_52_se/configuration/guide/3560scg/swvoip.html

23/03/2019

Configurando portas em um switch

     Primeiramente, para configurarmos uma porta é necessário acessá-la, utilizando para tal a sua identificação [tipo_de_interface] [interface], sendo estas informações variáveis de acordo com o equipamento utilizados. 
     Nos exemplos são utilizados switches gigabit e por isso o tipo de interface é gibabitEthernet. Outros tipos poderiam ser também fastEthernet ou tengigabitEthernet.

Porta em modo access

     Uma porta de acesso pode pertencer somente a uma VLAN por vez, com exceção as porta conectada a um telefone IP, que no entanto necessitam de configurações adicionais.

hostname(config)# interface gigabitEthernet 1/0/7
hostname(config-if)# description descricao da porta
hostname(config-if)# switchport mode access
hostname(config-if)# switchport access vlan 5

     O comando switchport mode access é opcional, mas altamente recomendável como prática de segurança, pois com esse comando a interface é alterada para o modo de acesso permanente e obriga o tráfego tagueado. Para atribuir uma VLAN a várias portas utilize a palavra-chave range seguido das atribuições.
     O comando switchport access vlan define qual VLAN será utilizada na porta em questão e força a criação de uma VLAN se ainda não houver nenhuma no switch. 

Porta em modo tronco

     Um tronco de VLAN é um link de camada 2 OSI entre dois switches que transporta o tráfego de todas as VLANs (a menos que a lista de VLANs permitidas seja restrita manual ou dinamicamente). Para permitir links de tronco, configure as portas em cada extremidade do link físico com os conjuntos de comandos paralelos switchport mode trunk.

     Com esse comando, a interface é alterada para o modo de entroncamento permanente. A porta entra em uma negociação de Dynamic Trunking Protocol (DTP) para converter o link em uma trunk, mesmo que a interface de conexão não concorde com a alteração.
     Sempre configure ambas as extremidades de um link de tronco com as mesmas configurações, a fim de evitar erros ou falhas na comunicação. Ainda, por padrão, todas as VLANs são permitidas em um link de tronco.

hostname(config)# interface gigabitEthernet 1/0/7
hostname(config-if)# description descricao da porta
hostname(config-if)# switchport mode trunk

Limitação de vlans em portas tronco

      Para permitir que somente determinadas vlans trafeguem em uma porta já configurada em modo tronco, basta utilizar o argumento allowed vlan, conforme o exemplo a seguir, onde são permitidas as vlans 10 e 20 e o intervalo de 30 à 40.
hostname(config)# interface gigabitEthernet 1/0/7
hostname(config-if)# switchport trunk allowed vlan 10,20,30-40
     Para adicionar novas vlans as permitida
hostname(config-if)# switchport trunk allowed vlan add 102
     Para remover uma vlan
hostname(config-if)# switchport trunk allowed vlan remove 102 
     Para remover todas as vlans e permitir todoas novamente.
hostname(config-if)# no switchport trunk allowed vlan  .

Link aggregation

     Ethernet bonding ou port channel é uma técnica usada para o acoplamento de dois ou mais canais Ethernet em paralelo para produzir um único canal de maior velocidade e/ou aumentar a disponibilidade e redundância desse canal.
     Para a configuração de um link aggregation, preferencialmente não se deve estar conectado a porta ou portas que se deseja configurar. Inicialmente deve-se criar um port-channel com um id não utilizado, que varia de 1 a metade das portas existentes no switch:
hostname(config-if)# interface port-channel 5
     Em seguida, é necessário aplicar a configuração de channel-group nas portas que se deseja configurar:
hostname(config-if)# interface range gibabitEthernet g1/0/15-16
hostname(config-if)# channel-group 5 mode on
     O modo de utilização do channel-group permite configurações adicionais de alén do on, tais como :
  • active: habilita LACP incondicionalmente. Um exemplo deste uso é em configurações de servidores de virtualização como XenSever;
  • passive:   habilita LACP somente se um dispositivo LACP for detectado;
  • auto:  habilita PAgP somente se um dispositivo com PAgP for detectado;
  • desirable: habilita PAgP incondicionalmente;
  • on: habilita somente etherchannel.
     E por fim, retornar ao port-channel e aplicar as configurações desejadas para o agrupamento de links:
hostname(config)# interface range gibabitEthernet g1/0/15-16 
hostname(config-if)# description descricao do LA
hostname(config-if)# switchport mode trunk 
     A configuração deve ser a mesma em ambos os lados do LA para evitar que ocorram problemas como portas desabilitadas ou em estado de erro. 

Referências



09/03/2019

Gerenciamento de VLANs

     Para criação de uma VLAN, é necessário definir um identificador (ID) e um nome únicos, sendo importante mater a atenção pois dependendo do equipamento, nenhum alerta é exibido, podendo resultar em falhas de funcionamento. Para criação de uma VLAN são necessários os seguintes comandos:
switch# conf t
switch(config)#vlan 600
switch(config-vlan)#name [nome_da_vlan]
switch(config-vlan)#end
switch#
     Além de inserir um único VLAN ID, é possível inserir uma série de IDs da VLAN separados por vírgulas ou um intervalo de IDs de VLAN separados por hífens usando o comando vlan vlan-id. Por exemplo, use o seguinte comando para criar as VLANs 10, 20,31,32,33,34,35:
switch(config)#vlan 10, 20, 31-35
     A definição 31-35, cria as dentro do intervalo definido, sendo criada com o nome padrão VLAN0ID. A inclusão do comando no a frente do comando de criação, remove todas as VLANs criadas.
switch(config)#no vlan 601, 602, 605-610
     O comando show vlan permite que sejam visualizadas as VLANs existentes, bem como quais portas cada uma está atribuída. As portas que não possuem nenhuma atribuição, são mantidas na VLAN Padrão (ID 1), conforme figura abaixo.
Saída com comando show vlan

     O comando show vlan pode também ser complementado com outras palavras chaves tais como:
  • show vlan name [NOME]: exibe informações da vlan [NOME]
  • show vlan id [ID]: exibe informações da vlan [ID]
     A criação de VLANs em todos os equipamentos da rede, também pode ser automatizada, através do protocolo GRVP (Generic Vlan Registration Protocol), ou de protocolos proprietários, os quais devem ser utilizados com uma atenção especial, visto que permite também a exclusão automatizada, resultando em problemas de conectividade.